F.C. Outras Frequencias

segunda-feira, 18 de junho de 2007

POESIA & PROSA, de Humberto Gessinger (*)

Poesia pergunta para Prosa: O que será em 2007?

Prosa responde para Poesia: “Acústico 2”.

Poesia exclama e questiona: Hum! Por quê "Acústico 2"? Vende mais eh?

Prosa responde: É um “ponto de partida”. Desde 2004 que as músicas encontraram seu “melhor formato.” O lance das vendas é com nosso Empre$ário!

Poesia retrunca: Sim, mas você disse isso, também, em 1993, no “Acústico Zero” (FGCA), e em 2003, mudou pra o Rock mais pesado dizendo que a “melhor performance” ao vivo era aquela (DnCm).

Prosa para e pensa: Hmmm... Pior que foi, é que depois li Mario Quintana, e ele dizia: “O pensamento chegou no outro pólo.” Achei isso genial, e as mudanças aconteceram naturalmente.

Poesia zona com a Prosa: Então podemos afirmar que esse "Acústico 2", ao invés de “ponto de partida”, será, como o “Acústico Zero” (FGCA), mais uma “fase”?

Prosa admite (encabulada): Talvez sim. É como o movimento de translação e rotação: uma hora por cima outra por baixo. Não tem como ficar num só sentido ou posição, né?

Poesia sarcasticamente fala para Prosa: Você devia sair em bloco no carnaval, o bloco “Camaleão”, do Chiclete com Banana. Nunca vi ser tão infiel ao que diz em tão curto tempo, e mudar tanto de formação, estilo, etc etc etc.

Prosa replica ironicamente para Poesia: Pouco tempo? Desde 1985, você quer dizer. Mas não, ano 2000 até que “eu tava aguardando pra quando o Carnaval chegar” (rssss), mas agora que meu pensamento "mudou de pólo", estou com a vibração musical girando “em outras freqüências” (De Roberta Miranda e Xavantinho pra lá).

Poesia admite e questiona: Pior é que você vendeu mais, não é?

Prosa responde: Eh! Acho que tem muito maluco como nós, que gostam de prosa e vibram em “OUTRAS FREQUENCIAS”.

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(*) Esse “post” é uma “homenagem” ao crítico André Forastieri, que em 1991, na Revista Showbizz, alegou que uma das maneiras de torturar alguém era pô-lo preso numa masmorra escutando Engenheiros do Hawaii, e lendo o livro “POESIA & PROSA”, de Humberto Gessinger. Tal “ironia” teve dupla conseqüência ao longo desses anos: 1) Engenheiros sobreviveu ao longo dos anos, a despeito da Showbizz (e o melhor, à margem deles – dos críticos e da “midi-ocracia” dominante!); e 2) “os exaltados heróis” importados que a Showbizz venerava, incluindo o crítico em comento, como Kurt Cobain (Nirvana), etc, morreram de overdose, ou se desintegraram. Enquanto que os EngHaw estão a “seguir viagem”. Há, detalhe importante: a Showbizz é uma “Revista falida” nos dias de hoje (2007)! – “Um pequeno veneno, pra cada um de nós” (“A Conquista do Espaço”/Album GLM, 1992) – que profecia de Gessinger para eles, hein?

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OBS: Oxalá a "storia" se repita e depois do Acústico 2 venha uma fase mais heavy! :)

Por: Saulo Henrique, Aracaju-SE, Brasil.

Um comentário:

emerson disse...

Mas, isso é o mais bonito na estória dos ENGENHEIROS DO HAWAII ! Ao invés de seguir a onda, nadar contra ela !